Não tenho medo de chorar.
Porque teria? O que devo temer?
A vergonha? A censura?
Pouco importa, pois o que vale é a expressão do sentimento.
Quantas vezes tive que fingir nada sentir?
Muitas vezes endureci p´ra não passar “vergonha”.
Agora chega!
Sinto, choro, me enterneço e demonstro.
A mim pouco importa se agora
depois de tantos anos, teria que ser mais “maduro”.
Acho que apodreci, ao invés de amadurecer,
todas as vezes que escondi os meus sentimentos, por respeito humano.
Por isso, choro mesmo, de verdade.
Sem vergonha nenhuma de demonstrar meu sentimento.
Agora, o que vale para mim, é ser verdadeiro.
E isso não tem nada a ver, com não chorar.
Minhas lágrimas são os meus sentimentos
que brotam, incontroláveis, por não mais querer esse controle.
A dor sufocada, a alegria escondida, a sensibilidade encarcerada
Só me fizeram um homem amargurado e sombrio.
Agora, que o amor me resgata,
meu pranto é de sinceridade, carinho, amor.
É de ouvir a palavra sincera, do fundo do coração,
que vem da mulher amada a dizer: acredito em você.
Aí eu choro......de verdade......pois essa credibilidade me deixa em paz!
Paulo R Morani
14/09/2007